Herança do teor de betacaroteno em melão

Juliana Maria Costa da Silva, Elaine Renata de Castro Viana, Paulo Sérgio Fernandes das Chagas, Jeferson Luiz Dallabona Dombroski, Patrícia Lígia Dantas de Moraes, Francisco Linco de Souza Tomaz, Glauber Henrique de Sousa Nunes

Resumo


O objetivo deste trabalho foi determinar a herança do teor de betacaroteno em melão (Cucumis melo). O acesso AC-16 (Cucumis melo subsp. melo var. acidulus) – com baixo teor de betacaroteno e mesocarpo branco – foi cruzado com a cultivar Vedrantais (C. melo subsp. melo var. cantalupensis) – com alto teor de betacaroteno e mesocarpo de cor salmão –, para obtenção das gerações F1, F2, RC1 e RC2. Avaliaram-se os genitores AC‑16 e 'Vedrantais', as gerações F1 e F2, e os retrocruzamentos de cada genitor RC1 e  RC2. A quantificação do betacaroteno foi realizada em sistema de cromatografia líquida de alto desempenho. Foram estimados os componentes de média relacionados aos efeitos aditivos e de dominância, as variâncias aditiva e de dominância e a herdabilidade. O teor de betacaroteno foi alto (17,78 µg g-1) em 'Vedrantais' e baixo em AC-16 (0,34 µg g-1). Observaram-se os seguintes resultados: efeito aditivo e de dominância no controle genético do caráter, dominância de caráter incompleta, número estimado de loci próximo de dois, maior variância para populações segregantes (F2 e retrocruzamentos), e valores de herdabilidade nos sentidos amplo (87,75%) e restrito (64,19%). O teor de betacaroteno em melão é controlado por um gene de efeito maior, com efeitos aditivos e de dominância associados a poligenes com efeitos aditivos.


Palavras-chave


Cucumis melo; melhoramento vegetal; poligenes; qualidade

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