Produtividade de mandioca em cultivo convencional e plantio direto em sistemas de integração lavoura-pecuária

Kátia Fernanda Gobbi, Mário Takahashi, Mateus Carvalho Basílio de Azevedo, Jonez Fidalski, Simony Marta Bernardo Lugão

Resumo


O objetivo deste trabalho foi avaliar a produtividade de mandioca (Manihot esculenta), bem como a densidade e o teor de carbono do solo, sob cultivo em plantio direto e convencional, em rotação com capim-marandu (Urochloa brizantha) submetido a pastejo. Os tratamentos consistiram de mandioca cultivada como a seguir: em plantio convencional após dois (CC-2P) e quatro (CC-4P) anos de pastagem; em plantio direto após dois (NTC-2P) e quatro (NTC-4P) anos de pastagem; e com pastagem perene (PP) de capim-marandu. O tratamento CC-2P apresentou maior produtividade de mandioca no ano-safra de 2016/2017 (63,29 Mg ha-1) do que o NTC-2P (47,85 Mg ha-1). No ano-safra de 2018/2019, não foram observadas diferenças significativas quanto à produtividade entre CC-4P (60,95 Mg ha-1 e NTC-4P (60,68 Mg ha-1). Entre 2012 e 2019, o teor de carbono no solo (0–10 cm) diminuiu no tratamento CC-2P. Em 2019, o estoque de carbono foi maior para o NTC-4P, em comparação aos de CC-4P e CC-2P, tendo aumentado de 16,41 Mg ha-1 a 21,46 Mg ha-1. A produtividade da mandioca varia conforme o ano-safra, enquanto o teor de carbono no solo diminui após o tratamento CC-2P, mas aumenta após o NTC-4P.


Palavras-chave


Manihot esculenta; Urochloa brizantha; carbono; integração lavoura-pecuária; qualidade do solo; palhada.

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