Conteúdo de compostos fenólicos em mel monofloral de aroeira e no tecido do nectário floral

Lívia Cristina de Paiva Gardoni, Rânia Mara Santana, Júlio César Moreira Brito, Laurenice Xavier Ramos, Leonardo Allan Araújo, Esther Margarida Alves Ferreira Bastos, Paula Calaça

Resumo


O objetivo deste trabalho foi quantificar os compostos fenólicos totais no mel monofloral de aroeira (Astronium urundeuva) e verificar, por meio de testes histoquímicos, se estes compostos estão presentes nos tecidos florais. O apiário, com abelhas Apis mellifera, foi instalado em meio a aroeiras, na região do semiárido do estado de Minas Gerais, Brasil. A partir da anatomia das flores e da raque da inflorescência, observou-se epiderme ornamentada, tricomas tectores e glandulares, idioblastos e sistema secretor desenvolvido. O mel de aroeira apresenta, em média, 142.5±22.6 mg 100 g-1 de compostos fenólicos totais, valor considerado muito elevado quando comparado aos de outros méis monoflorais provenientes do Brasil e do mundo. Os testes histoquímicos detectaram a presença de substâncias fenólicas nos idioblastos e nos ductos secretores associados ao floema nos tecidos florais, especialmente no parênquima nectarífero, na epiderme e nos tricomas glandulares. Os compostos fenólicos estão presentes no tecido floral de ambos os morfos florais, principalmente no nectário onde as abelhas coletam o néctar. Os resultados obtidos são os primeiros, na literatura, indicativos de que os compostos fenólicos produzidos pelas árvores de aroeira são transferidos através do néctar para o mel. Este estudo contribui para o estabelecimento de padrões de qualidade do mel de aroeira e para a identificação da sua origem botânica.


Palavras-chave


Apis mellifera; Astronium urundeuva; abelha africanizada; testes histoquímicos.

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