Tolerância ao déficit hídrico de cultivares de feijão

Valeria Pohlmann, Isabel Lago, Sidinei José Lopes, Alencar Junior Zanon, Nereu Augusto Streck, Jéssica Taynara da Silva Martins, Milena Caye, Pamela Nunes Bittencourt, Vilmar Fernando Kunz de Santana, Diego Portalanza

Resumo


O objetivo deste trabalho foi avaliar a resposta das cultivares de feijão (Phaseolus vulgaris) Triunfo, Garapiá e BRS-FC104 ao déficit hídrico representado pela fração de água transpirável no solo (FATS). O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, em arranjo bifatorial 3×2 (cultivares × irrigação e sem irrigação). Avaliaram-se a transpiração, o crescimento e a produtividade na safra e na safrinha. Na safra, com baixa demanda atmosférica do ar (inferior a 15 hPa em 55% dos dias), 'Garapiá' apresentou fechamento precoce dos estômatos com FATS crítica (FATSc) de 0,36, mas teve a mesma produtividade que 'Triunfo', cujos estômatos fecharam tardiamente (FATSc = 0,23). Na safrinha, com alta demanda atmosférica do ar (superior a 15 hPa em 83,3% dos dias), 'Garapiá' apresentou fechamento estomático precoce (FATSc = 0,17) e maior produtividade (392,2 kg ha-1 a mais que 'Triunfo'). Na safra e na safrinha, 'Garapiá' apresentou tolerância ao déficit hídrico no período reprodutivo. O déficit hídrico resultou em menores valores de estatura, massa seca da parte aérea, massa seca da raiz e área foliar. Tanto 'Garapiá' como 'Triunfo' apresentaram alta produtividade na safra, mas apenas Garapiá na safrinha. 'Garapiá' apresenta tolerância ao déficit hídrico, com controle estomático eficiente e com altos crescimento e produtividade.

Palavras-chave


Phaseolus vulgaris; tolerância a seca; FATS; produção de grãos.

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