Análise estrutural de vagens e sementes de soja submetidas à deterioração por umidade em pré-colheita

Cristian Rafael Brzezinski, Julia Abati, Claudemir Zucareli, Cristiano Medri, Liliane Marcia Mertz-Henning, Francisco Carlos Krzyzanowski, José de Barros França-Neto, Fernando Augusto Henning

Resumo


O objetivo deste trabalho foi analisar estruturalmente as vagens e os tegumentos de cultivares de soja (Glycine max), bem com determinar a qualidade das sementes quando submetidas à deterioração por umidade em pré-colheita. Utilizou-se arranjo fatorial 7×3 – sete cultivares e três volumes de precipitações pluviais simuladas (0, 54 e 162 mm). A exposição à chuva foi simulada no estádio fenológico R8. Em seguida, as plantas foram levadas à casa de vegetação, onde foram mantidas até a coleta das vagens e das sementes. Após a coleta, realizaram-se as seguintes avaliações: teste de tetrazólio, teor de lignina nas vagens e nos tegumentos, e análise estrutural de vagens (espessura do exocarpo, do mesocarpo e do endocarpo) e tegumentos (espessura da epiderme, da hipoderme e das células parenquimatosas). Precipitações de 54 e 162 mm em pré-colheita reduzem a qualidade das sementes de soja; entretanto, a resposta à deterioração por umidade difere de acordo com a cultivar. A tolerância a todas as precipitações pluviais simuladas foi maior para BRSMT Pintado, BRS Jiripoca e M8210IPRO e menor para BRS 1010IPRO. Vagens com maior espessura do exocarpo, do mesocarpo e do endocarpo e elevados teores de lignina apresentam maior tolerância à deterioração por umidade e sementes com maior vigor e viabilidade. A espessura da hipoderme da testa de tegumentos está relacionada à tolerância à deterioração por umidade e à obtenção de sementes de elevada qualidade.


Palavras-chave


Glycine max; endocarpo; exocarpo; hipoderme da testa; teor de lignina; vigor

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