Qualidade fisiológica de sementes de milho tratadas com inseticidas e armazenadas em diferentes temperaturas

Luiz Fernando de Souza Moraes, Everson Reis Carvalho, Juliana Maria Espíndola Lima, Nasma Henriqueta da Sorte Cossa, Jhonata Cantuária Medeiros

Resumo


O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito do tratamento industrial com inseticidas sobre a qualidade fisiológica de sementes de milho (Zea mays) ao longo do armazenamento, em diferentes temperaturas. Sementes dos híbridos BM 950 PRO3 e BM 709 PRO2 foram submetidas ao tratamento industrial com inseticidas à base de clorantraniliprole, ciantraniliprole e clotianidina, além de a um controle, e armazenadas em diferentes temperaturas (10, 20 e 30°C) por 0, 90, 180, 270 e 360 dias, em arranjo fatorial 4x3x5 para cada híbrido, em delineamento inteiramente casualizado. Para avaliar a qualidade das sementes, foram realizados testes de grau de umidade, germinação, emergência de plântulas, envelhecimento acelerado e de frio. Para as sementes dos dois híbridos, a germinação é preservada nos padrões mínimos de comercialização por até 360 dias de armazenamento, independentemente do inseticida ou da temperatura de armazenamento. A temperatura de 10°C preserva o vigor das sementes e minimiza os efeitos negativos causados pelos inseticidas durante o armazenamento. A 20 e 30°C, o vigor é cumulativamente prejudicado à medida que o armazenamento é prolongado, principalmente a 30°C. O clorantraniliprole resulta em maior preservação do vigor da semente, independentemente da temperatura de armazenamento, enquanto a clotianidina proporciona maior perda de vigor em sementes de milho tratadas industrialmente, especialmente quando armazenadas a 30°C.


Palavras-chave


Zea mays; deterioração; tratamento industrial de sementes; armazenabilidade

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