Fosfitos para o controle da antracnose em feijoeiro comum

Stélio Jorge Castro Gadaga, Mario Sobral de Abreu, Mario Lúcio Vilela de Resende, Pedro Martins Ribeiro Júnior

Resumo


O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito de fosfitos na proteção do feijoeiro comum (Phaseolus vulgaris) contra antracnose. Diferentes formulações de fosfitos foram avaliadas por meio da quantificação da atividade de peroxidases e polifenoloxidases, de fenóis totais e do teor de lignina. Os tratamentos consistiram de pulverizações, nos estádios V4, R5 e R7, com: fosfitos de K, Zn, Mn, K+Mn, K+ácido salicílico e Cu; ácido salicílico; acibenzolar-S-metil; o fungicida azoxistrobina; além de um controle, sem aplicações. A área abaixo da curva de progresso da doença foi menor em plantas que receberam aplicações dos fosfitos de K e Mn, cujos valores variaram entre 74 e 81%, em comparação ao controle. Os fosfitos de K, Zn e K+ácido salicílico foram eficazes no controle da doença. Além disso, severidade da doença foi menor com a aplicação dos fosfitos de K, Zn e Mn quando comparado ao controle. A atividade de enzimas (peroxidases e polifenoloxidases) e os níveis de fenóis solúveis foram mais elevados em plantas de feijão comum tratadas com os fosfitos de K e Mn, embora não tenha sido detectada mudança nos níveis de lignina solúvel no mesmo tecido. A aplicação de fosfitos reduz a severidade da doença, pode potencializar a atividade enzimática e é uma alternativa eficaz para o controle da antracnose no feijoeiro comum.


Palavras-chave


Colletotrichum limdemuthianum; Phaseolus vulgaris; controle alternativo; atividade enzimática; compostos fenólicos

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