Energia metabolizável aparente e verdadeira de alguns alimentos determinados com galos

Luiz F. T. Albino, Fernando Rutz, Paulo A. R. de Brum, Mary das Graças R. Coelho

Resumo


Foram desenvolvidos oito ensaios biológicos, com um total de 24 galos, testando-se, em cada um, três alimentos, com seis repetições, sendo cada galo uma unidade experimental; mais seis galos foram mantidos em jejum. No início dos experimentos, os galos foram alojados em gaiolas individuais e mantidos em jejum por um período de 36 horas, para esvaziar seus tratos digestivos. Em seguida, foram pesados e forçados a consumir uma quantidade de 30 g de alimento, introduzido dentro do papo através de um funil colocado no esôfago. Após a alimentação, os galos retornaram para as gaiolas providas de bandejas para coleta de fezes. Paralelamente, seis galos permaneceram em jejum, para se determinar as perdas endógenas e metabólicas. Durante as 48 horas após a alimentação forçada, as fezes foram coletadas com intervalo de 24 horas. Os valores médios de energia metabolizável aparente (EMA), energia metabolizável aparente corrigida (EMAn), energia metabolizável verdadeira (EMV) e energia metabolizável verdadeira corrigida (EMVn) dos alimentos expressos em Kcal/g de matéria natural foram, respectivamente: farinha de algaroba, 1,26; 1,46; 1,74 e 1,73; farelo de arroz desengordurado, 1,21; 1,37; 2,22 e 2,22; farelo de arroz integral, 2,51; 2,70; 3,09 e 2,79; farelo de resíduo incubatório, 1,29; 1,37; 1,63 e 1,47; torta de dendê, 1,40; 1,69; 2,08 e 1,91; semente de guar moída, 0,94; 1,29; 1,37 e 1,33; farinha de mandioca integral, 2,82, 3,01, 3,34 e 3,27; farelo de raspa mandioca, 1,40, 1,76, 2,64 e 2,65; farinha de glúten milho, 3,53, 3,62, 4,33 e 3,95; milho moído, 3,04, 3,24, 3.65 e 3,50; farinha de peixe, 2,65, 2,22, 2,57 e 2,50; farelo de soja, 2,08, 2,17, 2,65 e 2,51; sorgo moído de alto tanino, 2,47, 2,75, 3,04 e 3,02; sorgo moído de baixo tanino, 2,90, 3,10, 3,47 e 3,38, e farelo de trigo, 1,26, 1,50, 2,06 e 1,88. Em função da correção dos valores energéticos pelas perdas endógenas e metabólicas, os valores de EMV e EMVn foram superiores aos de EMA e EMAn.


Palavras-chave


trato digestivo; aves; nutrição

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