Estudo da instabilidade meiótica em cultivares de trigo efeito genotípico, relação com fertilidade e seleção de plantas estáveis

Maria Irene B. de Moraes Fernandes

Resumo


Foi efetuado um estudo da instabilidade meiótica em cultivares de trigo em uso no Centro Nacional de Pesquisa de Trigo. Testes de progênies nas cultivares Cheyenne e Hadden mostraram que, em relação à ocorrência de cromossomos não-pareados (univalentes), o coeficiente de correlação foi altamente significativo (r = 0,87**, P < 0,001) quando foram comparados os valores obtidas para as plantas-mães em relação à média das suas progênies. Para a ocorrência de quebras cromossômicas, o valor foi não-significativo (r = 0,32), indicando maior influência genotípica no pareamento. Nas cultivares IAS 55, Londrina e Sonora 64, as diferenças na percentagem de flores férteis entre progênies de plantas estáveis e instáveis da mesma cultivar foram altamente significativas, indicando a influência das aberrações cromossômicas na fertilidade da geração seguinte. O estudo das condições meteorológicas ocorrentes nos dez dias anteriores à coleta e das anormalidades citológicas mostrou valores do coeficiente de correlação baixos, embora significativos, para precipitação, temperaturas extremas, umidade e insolação, Indicando sua influência no comportamento meiótico em pequena escala. De 97 cultivares avaliadas quanto ao Índice meiótico, 54% apresentaram de 5% a 80% de plantas com índices meióticos abaixo do valor indicado como limite de normalidade. O significado das aberrações cromossômicas no campo do melhoramento varietal também é discutido.


Palavras-chave


citogenética; quebras cromossômicas; melhoramento do trigo

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