Nutrição mineral de bovinos de corte no pantanal mato-grossense. I. Levantamento de macronutrientes na Nhecolândia (parte central)

Edison Beno Pott, Paulo A. R. de Brum, Irajá L. de Almeida, José A. Comastri Filho, José Flávio Dynia

Resumo


Relatam-se os resultados de análise de amostras de solo, água e gramíneas nativas, coletadas em três épocas do ano, e de sangue e osso de bovinos, em quatro épocas, na parte central da sub-região da Nhecolândia, do Pantanal Mato-grossense. Solo e gramíneas foram coletados em cinco unidades de paisagem: mata, cerrado, caronal, campo limpo e lagoa. No solo, o pH variou de 4,1 a 6,2; os teores médios de cátions trocáveis e P disponível variaram como indicado: Al, de 6 ppm a 39 ppm; Na, de 1 ppm a 20 ppm; Ca, de 7 ppm a 350 ppm; Mg, de 2 ppm a 57 ppm; P, de 1 ppm a 16 ppm; K, de 16 ppm a 74 ppm. Os níveis mais altos de pH, Ca, Mg, P e K sempre ocorreram no solo de mata. Na água, somente Na e K da "salina" (lagoa de água salobra) alcançaram importância nutricional, com nível médio de 319 ppm e 290 ppm, respectivamente. Nas gramíneas, Ca variou de 0,11% a 0,33%; Mg, de 0,09% a 0,21%; K, de 0,72% a 2,74%;e P, de 0,09%a 0,31%. No soro sanguíneo (mg/100 ml), Ca variou de 7,3 a 11,2; Mg, de 1,9 a 3,3;P, de 3,6 a 6,0. No osso os níveis de Ca, Mg e P, em novembro, foram de 31,2%, 0,41% e 11,9%, respectivamente; o teor de cinzas variou de 57,6% a 63,6%. Os resultados encontrados sugerem a possibilidade de ocorrência de deficiências de cálcio, magnésio e fósforo na dieta de bovinos, em determinadas épocas, na sub-região abrangida.


Palavras-chave


deficiências minerais; suplementação mineral; nutrientes; cálcio; fósforo; magnésio; potássio; pastagem nativa

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