Frequência e duração do ciclo estral e do estro em caprinos sem raça definida (SRD) no nordeste tropical do Brasil

Aurino A. Simplício, Gerardo S. Riera, José F. Nunes, Warren C. Foote

Resumo


Este trabalho foi conduzido no CNPC, Sobral, Ceará, Brasil. Trinta cabras do tipo SRD, numa faixa etária de 18 a 24 meses, foram mantidas em pastagem nativa numa lotação de 2,3 ha/animal/ano. Água e uma mistura de cloreto de sódio e farinha de ossos, em partes iguais, foram oferecidas ad libitum. Quatorze cabras receberam, além disso, capim-elefante (P. purpureum, Schum.) verde, expresso em matéria seca, na proporção de 2% em relação ao peso corporal, durante o período mais crítico da estação seca (2/11 a 26/02). As outras 16 fêmeas serviram como testemunha. Quatrocentos e oitenta ciclos estrais e 511 estros foram registrados e analisados em relação ao regime nutricional, durante as estações, chuvosa (27/02 a 10/07) e seca (11/07 a 26/02), respectivamente. A incidência de estro, classificada por mês, foi uniformemente distribuída durante o ano, com uma média mensal de 8,3% e uma variação de 7,0% a 9,8% (P>0,05). A duração média do estro foi de 55.8 e 57,4 horas (P>0,05), e a do ciclo estral foi de 20$ e 21,5 dias (P>0,05) para as cabras não suplementadas e suplementadas, respectivamente. A duração do estro foi de 62,0 e 51.2 horas (P <0,05) e do ciclo estral de 20,6 e 21,8 dias (P<0,06) para as estações chuvosa e seca, respectivamente.


Palavras-chave


reprodução; estação; pastagem nativa; suplementação alimentar

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