Estratégias alimentares e relação entre energia e proteína sobre o desempenho e a fisiologia de tambaqui

Marcio Quara de Carvalho Santos, Mariana do Amaral Camara Lima, Luciana dos Santos, Manoel Pereira-Filho, Eduardo Akifumi Ono, Elizabeth Gusmão Affonso

Resumo


O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito da privação alimentar e da realimentação com dietas contendo diferentes relações entre energia e proteína (E/P) sobre o desempenho e a fisiologia de juvenis de tambaqui (Colossoma macropomum). Utilizou-se arranjo fatorial 4x2 com três repetições, com quatro relações E/P (11,5, 10,5, 9,5 e 8,5 kcal g‑1 de energia digestível por proteína) e dois regimes alimentares (com e sem privação), durante 60 dias. Peixes do grupo com privação alimentar permaneceram em jejum por 14 dias e foram realimentados do décimo quinto ao sexagésimo dia, enquanto os demais foram alimentados por 60 dias. Ao final do período experimental, o peso dos peixes submetidos à privação alimentar foi menor do que o dos alimentados continuamente; entretanto, esta condição não influenciou os parâmetros fisiológicos avaliados. Tambaquis alimentados com 11,5 kcal g‑1 obtiveram menor peso que os alimentados com as demais dietas, em ambos os regimes. Entre os parâmetros fisiológicos, apenas a proteína plasmática apresentou aumento significativo nos peixes alimentados com 8,5 kcal g‑1, em ambos os regimes alimentares, provavelmente em razão da maior concentração de proteína na dieta. Esses resultados mostram que os peixes apresentam crescimento compensatório parcial em todos os tratamentos, e que 10,5 kcal g‑1 pode ser recomendada para a dieta de juvenis de tambaqui.

Palavras-chave


Colossoma macropomum; parâmetros sanguíneos; exigência energia/proteína; restrição alimentar

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