Avaliação de impacto ex ante da adoção do ativo tecnológico ‘Cana Flex’ para produção de etanol de segunda geração

Rosana do Carmo Nascimento Guiducci, Hugo Bruno Correa Molinari, Priscila Seixas Sabaini, Thályta Fraga Pacheco, Adilson Kenji Kobayashi

Resumo


O objetivo deste estudo foi avaliar os impactos econômicos e ambientais ex ante da cultivar de cana-de-açúcar ‘Cana Flex’, bem como o retorno do investimento em pesquisa e desenvolvimento. A ‘Cana Flex’ é voltada ao melhor aproveitamento da biomassa na produção de etanol de segunda geração (E2G). Consideraram-se cenários de adoção, para estimar ganhos econômicos na produção de E2G e na comercialização de créditos de descarbonização (CBios), no âmbito da Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio). Os resultados indicam que, se 10% do bagaço de cana produzido na safra 2018/2019 fosse destinado à produção de E2G, o diferencial da ‘Cana Flex’, em comparação a uma variedade não modificada, implicaria em aumento de 393.263,6 m3 em E2G, em redução de emissão de 748.983,06 t CO2eq, e em ganhos de R$ 37,4 milhões na comercialização de CBios. Diante dos ganhos com CBios, o investimento em pesquisa e desenvolvimento retornaria a taxa interna de retorno (TIR) de 47% e o valor presente líquido (VPL) de R$ 87,9 milhões, em 20 anos. A ‘Cana Flex’ tem grande potencial para contribuir para a viabilidade econômica do E2G no Brasil, elevando a produção e gerando ganhos econômicos ao setor produtivo, além de contribuir para o alcance das metas brasileiras de redução das emissões de gases de efeito estufa.


Palavras-chave


biocombustível; cana-de-açúcar; pesquisa e desenvolvimento; RenovaBio

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DOI: http://dx.doi.org/10.35977/0104-1096.cct2021.v38.26882