Abundância de Bemisia tabaci, Brevicoryne brassicae e Thrips tabaci em Brassica oleracea var. acephala

Germano Leão Demolin Leite, Marcelo Picanço, Gulab Newandram Jham, Márcio Dionízio Moreira

Resumo


A couve, Brassica oleracea var. acephala, é atacada por mosca-branca Bemisia tabaci, pulgão Brevicoryne brassicae e tripes Thrips tabaci. Uma das principais razões para o uso intensivo de inseticidas é a falta de informação sobre os fatores que controlam a população de insetos. O objetivo deste estudo foi investigar as relações entre predadores e parasitóides, compostos orgânicos foliares, níveis foliares de nitrogênio e de potássio, pluviosidade total, umidade relativa, insolação e temperatura média na abundância da mosca-branca, pulgões e tripes em couve genótipo Talo Roxo. Foi usado o método da batida em bandeja, contagem direta e lupas de aumento para estimar o número dessas pragas, de predadores e de parasitóides. A temperatura média, insolação e umidade relativa correlacionaram com nonacosano foliar que, por sua vez, esteve associado com o aumento populacional de pulgões. Foi observada uma tendência na redução de pulgões e de tripes com o aumento da pluviosidade total. A mosca-branca pode ser uma praga prejudicial em regiões produtoras de couve de maior temperatura e de menor pluviosidade. Em regiões onde se tem maior incidência de pulgões (regiões de temperatura moderada) deve-se escolher um genótipo com baixo conteúdo foliar de cera. Inimigos naturais, especialmente o parasitóide Adialytus spp., podem ser agentes de controle da população de pulgões em couve.

Palavras-chave


dinâmica populacional; nonacosano; fatores climáticos; Braconidae

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