Análise fenotípica da virulência dos isolados de Pyricularia grisea, coletados em cultivares de arroz de terras altas

Marta Cristina Filippi, Anne Sitarama Prabhu

Resumo


Foi conduzido um estudo de virulência fenotípica da população de Pyricularia grisea, coletada de 10 cultivares de arroz de terras altas, em três locais distintos, objetivando determinar o grau de similaridade entre virulência fenotípica de isolados, a composição de raças fisiológicas e seu padrão de virulência nas cultivares de arroz. Identificaram-se 16 raças, com base no tipo de reação nas oito diferenciadoras internacionais, das quais IB-9 e IB-41 foram as predominantes. A freqüência de virulência foi alta nas cultivares IAC 47 e IAC 165 entre as de ciclo médio e precoce, respectivamente. A freqüência dos isolados virulentos nas cultivares de terras altas foi maior (51,1%) do que nas cultivares irrigadas (21,8%). Ambos os isolados virulentos e avirulentos às linhas isogênicas estavam presentes na população de P. grisea testada. Dos 72 isolados estudados, 94,4% foram virulentos aos genes Pi-3 e Pi-4a. A freqüência de virulência foi relativamente baixa, em ordem decrescente, em Pi-1, Pi-4b e Pi-2. O coeficiente de similaridade variou de 0,28 a 1,0 entre as diferentes raças dos isolados. O coeficiente de similaridade entre os isolados pertencentes ao grupo IB-9 variou de 0,56 a 1,0. Considerando o coeficiente de similaridade de 0,81, 72% dos isolados IB-9 apresentaram o mesmo padrão de virulência.

Palavras-chave


patótipo; Oryza sativa; Magnaporthe grisea; raça fisiológica; patogenicidade

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