Análise genética e ambiental da produtividade da soja em seis cruzamentos biparentais

José Francisco Ferraz de Toledo, Carlos Alberto Arrabal Arias, Marcelo Fernandes de Oliveira, Cláudia Triller, Zilda de Fátima Sgobero Miranda

Resumo


O progresso genético obtido para produtividade em soja é mundialmente considerado razoável. Entretanto, acredita-se que esse progresso possa ser significativamente aumentado se forem usadas técnicas refinadas de melhoramento, desenvolvidas a partir do melhor conhecimento do controle genético e do ambiente sobre a produtividade. Foram analisados, neste trabalho, os dados referentes a quatro linhagens ou cultivares e as populações descendentes F2, F3, F7, F8, F9 e F10, obtidos em ensaios realizados em 17 ambientes, para permitir uma avaliação dos efeitos genéticos controladores da produtividade na soja. Os efeitos genéticos aditivos predominaram, e foram detectados níveis significativos de dominância, em várias oportunidades. Também foram freqüentemente detectados efeitos genéticos, como: epistasia, ligação gênica e interações entre genótipo e ambiente. A herdabilidade no sentido restrito foi de 0,29. As análises mostraram que, em geral, o controle genético da produtividade da soja é realizado por poligenes com efeitos aditivos. A magnitude dos fatores complicadores comparativamente à dos efeitos aditivos permite prever que eles não representarão problema num programa de melhoramento. Entretanto, a baixa herdabilidade do carácter e os consideráveis níveis de interação entre genótipo e ambiente exigem que a avaliação da produtividade seja criteriosamente realizada para haver progresso genético por seleção.

Palavras-chave


Glicyne max; controle genético; seleção; poligenes; interação genótipo-ambiente; métodos de melhoramento

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