Persistência dos herbicidas atrazine, metribuzin e simazine em dois solos

Federico Fuscaldo, Francisco Bedmar, Gloria Monterrubbianesi

Resumo


O presente trabalho foi realizado para estudar a persistência dos herbicidas atrazine, metribuzin e simazine em solos do sudeste da Província de Buenos Aires, Argentina, por meio de um bioensaio com aveia. Doses de atrazine de 0, 0,58, 1,16 e 2,32 mg g-1 de ingrediente ativo (i.a.), doses de metribuzin de 0, 0,14, 0,28 e 0,56 mg g-1 de i.a., e doses de simazine de 0, 0,72, 1,45 e 2,9 mg g-1 de i.a. de solo seco, foram aplicadas em vasos que continham solos de Balcarce e San Cayetano. O conteúdo de matéria orgânica (MO) e o pH do solo de Balcarce foram 5,5% e 5,8%, enquanto no solo de San Cayetano foram 2,9% e 6,7%, respectivamente. Com a parte aérea das plantas de aveia calculou-se o peso relativo da matéria seca (PSR) em relação ao tratamento sem herbicida. Considerando uma redução de 20% do PSR, as persistências nas doses recomendadas para os solos de Balcarce e San Cayetano foram, respectivamente: atrazine (1,16 mg g-1 de i.a.), 78 e 130 dias após tratamento (DAT); metribuzin (0,28 mg g-1 de i.a.), 63 e 77 DAT; simazine (1,45 mg g-1 de i.a.), 81 e 156 DAT. Os resultados indicam que a persistência foi maior com altas doses dos herbicidas, com baixo conteúdo de MO e alto pH dos solos.


Palavras-chave


aveia; matéria orgânica; pH; doses de herbicidas; bioensaio

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