Adsorção de fosfatos em três solos da região semi-árida do Rio Grande do Norte

Vicente de Paulo Campos Godinho, Regynaldo Arruda Sampaio, Victor Hugo Alvarez Venegas, Hugo Alberto Ruiz

Resumo


Com o objetivo de avaliar a adsorção de fosfatos em solos da região semi-árida do Rio Grande do Norte, foram realizadas determinações de laboratório utilizando-se amostras, coletadas até 20 cm de profundidade, de um Vertissolo (V) e de dois solos Aluviais eutróficos (Ae1 e Ae2). Nesses solos, o P remanescente foi determinado após agitação das amostras com uma solução de CaCl2 10 mmol/L, contendo 60 mg/L de P, durante uma hora. As doses de fósforo para o ajuste da isoterma-de-Langmuir foram definidas com base nos valores de P remanescente e corresponderam a 0,0; 6,0; 12,0; 18,0; 30,0; 42,0; 54,0; 66,0; 84,0; 102,0 e 120,0 mg/L de P. Os dados de P adsorvido e as concentrações das soluções de equilíbrio, obtidos após a agitação por 24 horas das amostras de solo com as soluções de CaCl2 10 mmol/L contendo as concentrações de P supracitadas, foram ajustados à isoterma-de-Langmuir. Três diferentes regiões de adsorção foram identificadas e ajustadas a modelos de regressão linear. Foram determinadas a capacidade máxima de adsorção de fosfatos (CMAF) e a constante relacionada com a energia de adsorção de fosfatos (EAF). A CMAP apresentou valores de 0,312; 0,291 e 0,249 mg de P/cm3 de solo, para os solos V, Ae1 e Ae2, respectivamente. A adsorção de fosfatos foi fortemente influenciada pela superfície específica e pelo teor de P dos solos. Nos solos V e Ae1, o P remanescente diminuiu com o aumento do teor de argila, enquanto a CMAF e EAF aumentaram com o incremento de argila.

Palavras-chave


fósforo; fósforo remanescente; capacidade máxima de adsorção; energia de adsorção

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