Efeito do manejo do solo na emergência de plantas daninhas anuais

Hélio García Blanco, Flavio Martins Garcia Blanco

Resumo


Por meio de amostragens mensais, no período de outubro a abril, foi registrada a dinâmica de emergência de 10 plantas daninhas, sob dois manejos: destruição com revolvimento do solo por enxada rotativa tracionada por microtrator, ou sem revolvimento do solo, com herbicida de contato. Os resultados mostraram que o manejo de populações por meio de cultivo estimulou a emergência das espécies Bidens pilosa (picão-preto), Amaranthus viridis (caruru), Sonchus oleraceus (serralha), Rhynchelitrum roseum (capim-favorito), Portulaca oleracea (beldroega), Eleusine indica (capim-pé-de-galinha), Acanthospermum hispidum (carrapicho-de-carneiro), Galinsoga parviflora (picão-branco) e Eragrostis pilosa (capim-barba-de-alemão). A dinâmica de emergência de Brachiaria plantaginea (capim-marmelada) não foi alterada pelo tipo de manejo. Quando a sementeira de outubro foi destruída sem revolvimento do solo, este primeiro fluxo de emergência representou cerca de 85 a 95% do total emergido no período de outubro a abril para o capim-marmelada, picão-preto, caruru e serralha. Para as espécies capim-favorito, picão-branco, beldroega e carrapicho-de-carneiro a primeira emergência de outubro significou cerca de 80, 70, 65 e 50% do total, respectivamente.

Palavras-chave


ervas daninhas; germinação; solo com e sem cultivo

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