Fixação biológica de nitrogênio e recuperação de N-ureia em pastagem de 'Coastcross-1' tratada com Azospirillum brasilense

Priscila Flôres Aguirre, Sandro José Giacomini, Clair Jorge Olivo, Vinicius Felipe Bratz, Maurício Pase Quatrin, Gilmar Luiz Schaefer

Resumo


O objetivo deste trabalho foi quantificar o efeito da inoculação de Azospirillum brasilense (estirpes Ab-V5 e Ab-V6) na produção de forragem, na fixação biológica de nitrogênio (FBN) e na recuperação de 15N-ureia pela gramínea forrageira 'Coastcross-1'. O experimento foi feito em arranjo fatorial 2 (com e sem inoculação) × 2 (sem fertilização nitrogenada e com 100 kg  ha-1 de N por ano, na forma de ureia) × 7 (cortes). O método da abundância natural de 15N foi utilizado para determinar a FBN; para a recuperação de N-ureia, aplicou-se 15N-ureia marcada em microparcelas. As produções de forragem foram maiores nas gramíneas com inoculação, com 7,4 Mg ha-1 de matéria seca por ano, no tratamento sem N fertilizante, e 8,0 Mg ha-1 de matéria seca por ano no tratamento com 100 kg ha-1 de N por ano, o que mostra o efeito aditivo da inoculação e da fertilização nitrogenada. A contribuição da FBN foi de 23,0 e 53,8 kg ha-1 por ano para o tratamento sem fertilização de N, tanto nas plantas sem inoculação como naquelas com inoculação, respectivamente. A recuperação de 15N-ureia foi de 13,7 e 16,5 kg ha-1 por ano, para os tratamentos sem e com inoculação, respectivamente, o que corresponde a 13,7 e 16,5% do N-ureia aplicado. A inoculação com A. brasilense aumenta a produção de forragem e a contribuição da FBN para a nutrição nitrogenada de 'Coastcross-1', assim como a recuperação de N-ureia pela gramínea.

Palavras-chave


Cynodon dactylon; produção de forragem; abundância natural de 15N

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