Uso de inibidores de urease para reduzir a volatilização de amônia em solos amazônicos

Iara Magalhães Barberena, Marcelo Curitiba Espindula, Larissa Fatarelli Bento de Araújo, Alaerto Luiz Marcolan

Resumo


O objetivo deste trabalho foi avaliar inibidores de urease quanto à redução de perdas por volatilização de amônia proveniente da ureia, em solos da Amazônia. O experimento foi realizado em um Latossolo Amarelo de textura muito argilosa, em um Latossolo Vermelho de textura argilosa, e em um Plintossolo Argilúvico de textura franco-siltosa. Cada experimento foi realizado em arranjo de parcelas subdivididas no tempo, com uso de ureia convencional, ureia+benzimidazol, ureia+benzoiltioureia, ureia+N-(n-butil) triamida trifosfato, e um controle sem fertilizante. A amônia volatilizada foi coletada 48, 96, 144, 192, 240, 288, 336 e 384 horas após aplicação dos fertilizantes. Os picos de volatilização de amônia atingiram o máximo às 144 horas nos tratamentos com ureia convencional, ureia + benzimidazol e ureia + benzoiltioureia. Picos de volatilização entre 192 e 288 horas ocorreram no tratamento ureia + N-(n-butil) triamida trifosfato. Em Latossolo Amarelo, os compostos benzimidazol e o benzoiltioureia promoveram redução de 22 e 10%, respectivamente, das perdas de amônia, em solos sem inibidores de urease. No entanto, nenhum desses agentes reduziu significativamente a volatilização da amônia à taxa determinada para ureia convencional, em Latossolo Vermelho e em Plintossolo Argilúvico. N-(n-butil) triamida trifosfato é o inibidor de urease mais eficiente para os solos do sudoeste da Amazônia.


Palavras-chave


benzimidazol; benzoiltioureias; Latossolo; Plintossolo; inibidores de urease

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