Óleo essencial de hortelã-pimenta como anestésico e sua toxicidade para juvenis de jundiá

Diogo Bessa Neves Spanghero, Emília Carolina Alencar de Medeiros Spanghero, Janaína dos Santos Pedron, Edsandra Campos Chagas, Francisco Célio Maia Chaves, Evoy Zaniboni-Filho

Resumo


O objetivo deste trabalho foi avaliar a toxicidade e o potencial como anestésico do óleo essencial de hortelã-pimenta (Mentha piperita) para juvenis de jundiá (Rhamdia quelen). Para determinar a concentração letal em 4 horas (LC50-4h), 210 peixes (3,08±0,8 g e 7,59±0,67 cm) foram expostos a 0, 20, 50, 80, 110 e 140 mg L-1 do óleo essencial. Para avaliar o potencial anestésico, nove peixes foram individualmente expostos à cada concentração (50, 80, 110 e 140 mg L-1) de óleo utilizada. Os parâmetros de qualidade da água foram controlados. A taxa de mortalidade e a severidade e a abrangência das lesões branquiais de juvenis de jundiá em 4 horas de exposição cresceu com o aumento da concentração do óleo essencial de hortelã-pimenta, com LC50-4h estimada em 75,06 mg L-1. As principais lesões branquiais foram: congestão do seio venoso da lamela primária e na base da lamela secundária; hiperplasia interlamelar e com fusão das lamelas; descolamento do epitélio; dilatação do seio venoso; edema justalamelar; e aneurisma. Entretanto, esse óleo é eficiente anestésico para juvenis de jundiá na concentração de 80 mg L-1, com reduzido tempo de anestesia (<4 min) e de recuperação (<10 min), sem mortalidade.

Palavras-chave


Mentha piperita; Rhamdia quelen; anestesia; brânquias; histologia; concentração letal

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