Amostragem de castanha-de-caju como suporte às pesquisas de melhoramento genético do cajueiro

Adroaldo Guimarães Rossetti, Francisco das Chagas Vidal Neto, Levi de Moura Barros

Resumo


O objetivo deste trabalho foi estimar tamanhos de amostras de castanha-de-caju (Anacardium occidentale) como suporte às atividades de melhoramento genético do cajueiro. As castanhas foram separadas por tamanho: castanhas < 17 mm foram classificadas como tamanho 1 (S1); 17 ≤ castanhas < 19 mm, tamanho 2 (S2); 19 ≤ castanhas < 23 mm, tamanho 3 (S3); 23 ≤ castanhas < 25 mm, tamanho 4 (S4); e castanhas ≥ 25 mm, tamanho 5 (S5). O dimensionamento da amostra de cada estrato depende da variância do tamanho da castanha e do nível de erro B admitido para as estimativas ou para a precisão desejada nos resultados. O tamanho da amostra será maior quanto maior for a variância do estrato, menor o nível de erro admitido nas estimativas, ou maior a precisão desejada nos resultados. Para um erro B = 0,2 g, os tamanhos de amostra dos estratos S5, S4 e S3 foram n5 = 42 castanhas, n4 = 30 castanhas e n3 = 19 castanhas, respectivamente. Nos estratos S5 e S4, com melhor classificação de castanhas, as massas médias foram, respectivamente, 12,71 e 9,76 g. O estrato Sm – formado pela mistura de castanhas de diversos tamanhos – não deve ser utilizado como parâmetro nesse contexto, em razão de sua grande variabilidade, que é muito maior do que as dos demais estratos. A amostragem estratificada, composta por seis estratos (S1, S2, ..., S5, Sm), é eficaz para estimar amostras de castanhas de diferentes tamanhos.

Palavras-chave


Anacardium occidentale; tamanho de amostra; precisão de amostragem; amostragem aleatória estratificada uniforme

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