Alturas de manejo do pastejo não alteram a estratégia de persistência do capim-caninha em pastagem natural

Luis Henrique Paim Della Giustina Junior, Pablo Giliard Zanella, Tiago Celso Baldissera, Cassiano Eduardo Pinto, Fabio Cervo Garagorry, André Fischer Sbrissia

Resumo


O objetivo deste trabalho foi avaliar a dinâmica e a estabilidade populacional de perfilhos do capim-caninha (Andropogon lateralis) em pastagem natural submetida a diferentes alturas de manejo, sob método de lotação intermitente. O experimento foi realizado em delineamento de blocos ao acaso, com quatro tratamentos e quatro repetições, em 16 unidades experimentais de 875 m² cada uma. Os tratamentos consistiram de quatro alturas pré-pastejo de capim-caninha (12, 20, 28 e 36 cm), que foi pastejado a até 40% da altura inicial. Com o uso da técnica de perfilhos marcados, avaliou-se a dinâmica de aparecimento e morte de perfilhos ao longo de 18 meses, de outubro de 2015 até março de 2017. Os resultados indicam que a utilização de diferentes alturas de manejo em campo nativo não afeta a estabilidade da população de perfilhos do capim-caninha e que, independentemente do manejo empregado, a via de persistência desta espécie é baseada, principalmente, na manutenção de altas taxas de sobrevivência de perfilhos.

Palavras-chave


altura do pasto; campo nativo; estratégia de sobrevivência; dinâmica do perfilhamento

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