Milho transgênico Bt não afeta a comunidade de formigas do solo

Valéria Cristina Barbosa de Assis, Pedro Guedes Chagas, Cidália Gabriela Marinho, Marcos Antônio Matiello Fadini, Jacques Hubert Charles Delabie, Simone Martins Mendes

Resumo


O objetivo deste trabalho foi realizar um levantamento sobre formigas do solo, em cultivos de milho (Zea mays) Bt e não Bt, e comparar o efeito desses cultivos sobre essa comunidade. Nove armadilhas do tipo “pitfall” foram instaladas a intervalos de 10 m e distribuídas na área central (900 m2) de cada um dos seguintes tratamentos (2.500 m2): milho convencional; milho modificado com as proteínas Cry1F, Cry1Ab e Vip3A; e área de vegetação nativa. Foram feitas coletas quinzenais, durante quatro períodos (ciclos de produção completos) de cultivo, de 2011 a 2013. O número de espécies de formiga variou de 25 no milho Bt (Vip 3A) a 58 no milho Bt (Cry 1F). O tratamento com milho convencional apresentou o maior índice de diversidade de Shannon-Wiener (H’ = 2,60). O índice de Jaccard mostrou que há dissimilaridade entre as áreas cultivadas com milho e a área com vegetação nativa, na maioria dos tratamentos, e que os milhos Bt e não Bt apresentam similaridade quanto à composição de espécies de formigas do solo. O cultivo do milho Bt não afeta a comunidade de formigas de solo. A subfamília Myrmicinae apresenta o maior número de espécies em todos os períodos de coleta, com 57, 41, 47 e 50 espécies no primeiro, no segundo, no terceiro e no quarto períodos, respectivamente. O gênero Pheidole, pertencente a esta subfamília, apresenta o maior número de espécies.

Palavras-chave


Zea mays; bioindicadores; Formicidae; Myrmicinae; artrópodes não alvo; biologia do solo

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