Mapeamento digital do solo e suas implicações na extrapolação das relações solo-paisagem em escala de detalhe

Mario Sergio Wolski, Ricardo Simão Diniz Dalmolin, Carlos Alberto Flores, Jean Michel Moura-Bueno, Alexandre ten Caten, Douglas Rodrigo Kaiser

Resumo


O objetivo deste trabalho foi testar a extrapolação das relações solo-paisagem de uma área de referência (AR), por meio de mapeamento digital de solos (MDS), para uma carta topográfica (1:50.000), e comparar os resultados aos obtidos em estudos similares anteriormente desenvolvidos no Brasil. O trabalho consistiu no levantamento de solos, com técnicas convencionais de mapeamento de uma AR de 10 km2 (na escala 1:10.000), para mapear uma área fisiograficamente similar de 678 km2 (na escala 1:50.000), tendo-se utilizado o MDS. A técnica de árvore de decisão (AD) foi utilizada para a construção do modelo preditivo de extrapolação, com base nas classes de solos e em oito atributos de terreno da AR. A validação do MDS, com pontos de observação de campo, resultou em 66,1% de exatidão global e 0,36 de índice kappa. Os solos mais representativos da área foram preditos corretamente, enquanto solos menos representativos e de menor ocorrência na paisagem e, consequentemente, com amostragem reduzida, tiveram sua predição comprometida. A proporção da AR, igual a 1,5% da área total, é um fator limitante à formulação das relações solo-paisagem para representar precisamente a área mapeada por MDS.

Palavras-chave


estratificação da paisagem; pedometria; mapeamento preditivo de solos; área de referência; atributos de terreno

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