Obtenção de híbridos de cultivares e de subespécies silvestres de mandioca

Dreid de Cerqueira Silveira da Silva, Márcio Lacerda Lopes Martins, Ariana Silva Santos, Vanderlei da Silva Santos, Alfredo Augusto Cunha Alves, Carlos Alberto da Silva Ledo

Resumo


O objetivo deste trabalho foi avaliar o potencial de obtenção de híbridos oriundos do cruzamento de cultivares de mandioca (Manihot esculenta subsp. esculenta) com as subespécies M. esculenta subsp. flabellifolia e M. esculenta subsp. peruviana. Os cruzamentos foram realizados entre plantas das cultivares BRS Jari, BRS Formosa, BRS Verdinha e BGM 2050 (Equador 72) e das duas subespécies. Por ocasião do florescimento, no período pré-antese, as flores femininas foram cobertas com saco de pano tipo voal, com posterior emasculação das flores masculinas. As flores masculinas foram coletadas e acondicionadas em frascos previamente identificados e desinfetados com álcool; algumas flores foram armazenadas em temperatura ambiente devido ao florescimento assincrônico. Os cruzamentos foram feitos entre 10 e 14 horas. Após a polinização, as flores foram cobertas novamente. As avaliações foram efetuadas desde a polinização até a deiscência dos frutos. Do total das flores polinizadas, 38% foram fertilizadas, tendo-se observado 504 frutos desenvolvidos e 816 sementes produzidas. Manihot esculenta subsp. flabellifolia como parental masculino é mais eficiente em cruzamentos com M. esculenta subsp. esculenta e pode ser indicada para cruzamentos controlados. Os cruzamentos realizados entre as cultivares de mandioca e M. esculenta subsp. flabellifolia e M. esculenta subsp. peruviana propiciam a obtenção de sementes viáveis.

Palavras-chave


Manihot esculenta; polinização controlada; híbrido; melhoramento de plantas; parentes silvestres

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