Hidrolisado proteico de peixe em dietas para pós-larvas de tilápia-do-nilo

Thiberio Carvalho da Silva, Joana D'Arc Mauricio Rocha, Pedro Moreira, Altevir Signor, Wilson Rogerio Boscolo

Resumo


O objetivo deste trabalho foi determinar o coeficiente de digestibilidade aparente (CDA) da proteína bruta, da energia bruta, da gordura e da matéria seca de um hidrolisado proteico de peixe (HPP), feito de resíduos de tilápia-do-nilo (Oreochromis niloticus) e sardinha inteira (Cetengraulis edentulus), e avaliar o desempenho produtivo e o crescimento das fibras musculares de pós-larvas de tilápia-do-nilo. Realizaram-se dois ensaios, o primeiro para a determinação da digestibilidade em 120 alevinos (70,0±2,0 g) e, o segundo, para avaliação do desempenho produtivo de 375 pós-larvas, com três dias de idade, distribuídas em 25 aquários (unidade experimental) com volume útil de 30 L. Cinco rações à base de ingredientes vegetais foram elaboradas, às quais se incluíram os peixes a 0, 2, 4, 6 e 8% de HPP. Para a avaliação do crescimento muscular, oito peixes de cada unidade experimental foram utilizados. Os valores de CDA encontrados foram: 98,29% para matéria seca; 99,28% para proteína bruta; e 99,13% para energia bruta. As melhores respostas zootécnicas quanto ao desempenho produtivo resultaram do tratamento com a inclusão do hidrolisado proteico a 4,75%. As dietas influenciaram a frequência do diâmetro das fibras musculares, principalmente o crescimento por hiperplasia. O HPP pode ser eficientemente utilizado, e sua inclusão a 4,75% é indicada em dietas de tilápia-do-nilo na fase de pós-larva.


Palavras-chave


Cetengraulis edentulus; Oreochromis niloticus; digestibilidade; farinha de peixe; nutrição; peptídeos; piscicultura

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