Balanço energético e pegada de carbono nos sistemas de produção integrada e convencional de feijão-comum irrigado

Heliton Fernandes do Carmo, Beata Emoke Madari, Alcido Elenor Wander, Flavia Rabelo Barbosa Moreira, Augusto Cesar de Oliveira Gonzaga, Pedro Marques da Silveira, Aluisio Goulart Silva, José Geraldo da Silva, Pedro Luiz Oliveira de Almeida Machado

Resumo


O objetivo deste trabalho foi avaliar a contribuição do sistema de produção integrada de feijão‑comum (PI), em comparação ao sistema de produção convencional, quanto ao uso de energia, à eficiência energética e à pegada de carbono, contabilizados desde a fabricação de insumos até a colheita de grãos nas fazendas, tendo-se excluído o transporte. Foram selecionadas quatro fazendas em Cristalina, GO, na terceira época de produção de feijão, em 2009. O sistema PI reduziu o uso médio de energia em 3,1%, em comparação ao convencional. Os resultados variaram de 22.759,9 a 25.518,4 MJ ha-1. A adubação nitrogenada com 6.584,0 MJ ha-1, as operações mecanizadas com 5.309,4 MJ ha-1 e a irrigação com 4.961,4 MJ ha-1 tiveram a maior participação quanto ao uso de energia. A eficiência energética em PI (2,16) foi superior à observada no sistema convencional (2,01). Não houve diferença significativa entre os dois sistemas quanto à pegada de carbono por hectare, mas a pegada de carbono por quilograma de feijão produzido no PI (0,301 kg CO2-eq kg-1) foi significativamente menor do que no convencional (0,325 kg CO2-eq kg-1). A melhora da eficiência da adubação nitrogenada, por meio do uso de fixação biológica de N, e a racionalização da mecanização são os componentes dos sistemas de produção que mais contribuem para a diminuição da pegada de carbono.


Palavras-chave


Phaseolus vulgaris, adubação mineral nitrogenada, análise de ciclo de vida, eficiência energética, pivô central

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