Horizontes diagnósticos superficiais de Cambissolos e uso de δ13C como atributo complementar na classificação de solos

Denilson Dortzbach, Marcos Gervasio Pereira, Luiz Fernando Novaes Vianna, Antonio Paz Gonzáles

Resumo


perfis de Cambissolos localizados em regiões de elevada altitude, em Santa Catarina, bem como propor a utilização complementar desse atributo no Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (SiBCS). Foram realizadas coletas de amostras de horizontes superficiais de 24 perfis modais para a caracterização de atributos físicos e químicos. Para a determinação do δ13C, as coletas foram feitas nas camadas de
0,0–0,10, 0,10–0,20, 0,20–0,30, 0,30–0,40, 0,40–0,50, 0,50–0,60, 0,60–0,80 e 0,80–1,00 m. Predominaram os
Cambissolos Háplicos com horizonte diagnóstico superficial A moderado e elevados teores de carbono orgânico total (COT). Os elevados valores de COT, no entanto, frequentemente não foram suficientes para classificação dos horizontes superficiais como A húmico, em razão de sua pequena espessura. Nos solos classificados como A húmico, os valores de δ13C revelaram pequena alteração na assinatura isotópica, indício de  manutenção da vegetação; enquanto nos solos com A moderado observaram-se alterações decorrentes do cultivo. Sugere-se
o uso de δ13C como atributo complementar para o SiBCS, e que o atributo profundidade seja desconsiderado, para fins de classificação, no caso de: alterações no uso do solo em áreas com declividade superior a 8%, solos rasos e pouco profundos, textura argilosa a muito argilosa e teores de COT superiores a 3%.


Palavras-chave


análise isotópica, atributo diagnóstico, horizonte A húmico, Sistema Brasileiro de Classificação de Solos, solos subtropicais de altitude

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