Decomposição de palha de cana-de-açúcar recolhida em diferentes níveis após a colheita mecânica

Nilza Patrícia Ramos, Carina Sayuri Yamaguchi, Adriana Marlene Moreno Pires, Raffaella Rossetto, Rosana Aparecida Possenti, Ana Paula Packer, Osvaldo Machado Rodrigues Cabral, Cristiano Alberto de Andrade

Resumo


O objetivo deste trabalho foi determinar o efeito do recolhimento de quantidades variáveis da palha de cana-de-açúcar sobre sua decomposição na superfície do solo, após subsequentes socas. O experimento foi realizado por duas socas subsequentes, com a variedade de cana-de-açúcar RB-845210, tendo-se testado quatro quantidades remanescentes de palha após a colheita: 11,3, 8,5, 5,7 e 2,8 Mg ha-1. Foram avaliadas as taxas de decomposição de biomassa, carbono, nitrogênio, celulose, hemicelulose e lignina, bem como a relação C/N e a quantidade de C e N mineralizada a partir da palha. O recolhimento variável da palha da canade-açúcar não alterou as taxas de decomposição da biomassa nem a mineralização de carbono, hemicelulose, celulose e lignina, em uma mesma soca. O processo de decomposição da palha não se esgota, mesmo após duas socas, independentemente da quantidade inicial de resíduo sobre o solo. A relação C/N e a decomposição da lignina servem como indicadores para verificar diferenças nas taxas de decomposição entre os níveis de palha avaliados, enquanto a decomposição da hemicelulose e da celulose somente detecta alterações nessas taxas ao longo do tempo. Em termos absolutos, quanto menor a retirada da palha do campo, maior a quantidade de
carbono e nitrogênio mineralizada, mesmo que não haja diferenças na taxa de decomposição.

Palavras-chave


Saccharum, estoque de carbono, mineralização do nitrogênio, qualidade do solo, relação C/N, taxa de decomposição

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