Interceptações de pragas quarentenárias e ausentes não regulamentadas em material vegetal importado

Marcelo Lopes-da-Silva, Norton Polo Benito, Márcio Martinello Sanches, Abi Soares dos Anjos Marques, Denise Návia, Vilmar Gonzaga, Marta Aguiar Sabo Mendes, Olinda Maria Martins, Arailde Urben, Fernanda Rausch Fernandes

Resumo


O objetivo deste trabalho foi avaliar as informações qualitativas e quantitativas sobre as interceptações de pragas ausentes não regulamentadas e quarentenárias em material vegetal importado. As informações sobre interceptações de pragas pelo serviço de quarentena vegetal da Embrapa, no período de 1977 a 2013, foram obtidas em um banco de dados, atas laboratoriais e listas de interceptação publicadas. As interceptações foram analisadas de acordo com regulamentação das pragas, espécie vegetal, parte vegetal importada e origem. O material foi categorizado em sementes botânicas e material de propagação vegetativa. No período do levantamento, foram interceptadas 75 espécies de pragas em 114 eventos de interceptação. Fungos, vírus e ácaros constituem a maior parte das interceptações, e a maioria delas ocorreu em lírio, oliveira, trigo, uva, arroz, batata e maçã. A taxa média anual de infestação/infecção do material vegetal analisado é de 2% dos processos de importação. O material para propagação vegetativa apresentou maior taxa de infestação/infecção por pragas do que as sementes botânicas. Das espécies‑pragas interceptadas, 63% não são regulamentadas como quarentenárias para o Brasil. Esses resultados indicam a necessidade premente de revisão da atual lista de pragas quarentenárias do País.

Palavras-chave


defesa fitossanitária; intercâmbio de germoplasma; patologia de sementes; quarentena de pós‑entrada; sanidade de material de propagação vegetativa; sanidade vegetal

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