Aplicabilidade do termo antocrono para representar a velocidade de abertura de flores em inflorescência

Natalia Teixeira Schwab, Nereu Augusto Streck, Josana Andreia Langner, Bruna San Martin Rolim Ribeiro, Lilian Osmari Uhlmann, Camila Coelho Becker

Resumo


O objetivo deste trabalho foi propor um termo para representar o intervalo de tempo de abertura entre flores sucessivas em inflorescências, e verificar a aplicabilidade deste termo a gladíolo de corte. O termo foi construído pela junção dos radicais gregos anto‑ (antos = flor) e crono‑ (cronos = tempo), para corresponder ao tempo necessário para a abertura de flores sucessivas em ramos florais (inflorescências), tendo-se como unidade o tempo por flor. Para testar o conceito e a aplicabilidade do termo, dados do número acumulado de floretes abertos em espigas de gladíolo foram coletados em dois experimentos de campo, em Santa Maria, RS, de agosto de 2011 a novembro de 2013. Para cada parcela de seis plantas, realizou-se uma regressão linear simples entre o número acumulado de floretes abertos na haste floral e os dias após a emergência das plantas. O termo foi denominado “antocrono” e, em gladíolo, foi estimado como sendo o inverso do coeficiente angular da regressão linear, com a unidade dias por florete. O antocrono em gladíolo depende da cultivar e decresce com o aumento da temperatura do ar, durante o período de florescimento da espiga.


Palavras-chave


Gladiolus x grandiflorus; antese; fenologia; filocrono; gladíolo; inflorescência

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