As ferrugens (Puccinia sorghi, P. polysora, Physopella zeae) do milho (Zea mays). I. Revisão Bibliográfica

Joachim F. W. Von Bülow

Resumo


A presente revisão focaliza principalmente o controle genético das ferrugens do milho, não esquecendo também assuntos correlatos cujo estudo é de grande importância quando se quer iniciar um trabalho de melhoramento genético para resistência. Assim, já na introdução o autor menciona perdas causadas que no caso de Puccinia polysora podem ser da ordem de 40% e por P. sorghi de 0,5 – 1,0%. O autor dá identificação dos patógenos com um breve histórico do seu estudo e descreve o ciclo vital e morfologia dos patógenos, para poder diferenciá-los no campo e conhecer a sua fisiologia e modo de parasitismo. No capítulo Raças Fisiológicas estuda as possibilidades de variação das ferrugens, indicando que, nas tentativas de se purificar linhagens de P. sorghi, não houve êxito em reduzir o número de tipos patogênicos nem houve progresso na homozigose dos fatores patogênicos. O autor salienta que o conhecimento da interação hospedeiro ferrugem com suas definições, símbolos e conceito do grau de complementariedade de feitio entre os genótipos interagentes, é fundamental para a continuação do estudo da unidade genética pela origem e isolamento e da geometria precisa das moléculas biológicas envolvidas na resistência. Cita o modelo de atividade complementar e a série diferencial pela qual nos USA foi possível isolar 15 raças de P. sorghi. Em se tratando da Hereditariedade da Resistência relata alguns estudos analisando a série alélica para resistência a P. sorghi, situada no braço curto do cromossômio 10 do milho (Rp rp), havendo a possibilidade da interferência de gens intimamente ligados. Apesar de se achar relatado pouco sobre este assunto em relação a Physopella zeae e Puccinia polysora, já se conseguiu analisar os gens iniciais (Rpp1 e Rpp²) para estabelecimento de uma série diferencial para raças de P. polysora. O autor registra que os trabalhos da criação de variedades resistentes de milho obedecem a uma certa marcha, até se chegar aos híbridos comerciais resistentes. O autor conclui da necessidade de medidas simples no nosso meio para possibilitar um trabalho futuro mais eficiente; de pesquisas que apontem em que limites se justificaria o controle genético das ferrugens do milho; se as perdas na grande lavoura são mesmo da ordem de 0,5%, o autor não julga indicado de ser lançado desde já um programa de controle. Sobre os assuntos aqui apresentados, nada foi encontrado na literatura brasileira a não ser a citação de P. sorghi, que existe nos milharais do Brasil.


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