Absorção de água pelas sementes de castanha-do-Brasil

Geraldo Gonçalves dos Reis

Resumo


Foi estudada, em duas faixas de temperatura (27 + 2°C e 43 ± 3°C), a absorção de água pelas sementes de castanha-do-Brasil (Bertholletia excelsa H.BK.) de três e de quatro estrias, inteiras e com o tegumento enfraquecido por escarificação; e pelas sementes de três estrias, inteiras e como endosperma exposto numa extremidade. De modo geral, as sementes apresentaram baixa absorção de água em todos os tratamentos (<26% de água absorvida em relação ao peso inicial). Não houve diferença na absorção de água entre sementes de três e de quatro estrias. Nem a exposição do endosperma ou o enfraquecimento do tegumento nem o aumento da temperatura foram eficientes em favorecer a absorção de água pelas sementes. Estes resultados confirmam, em parte, a hipótese de que os tegumentos dessas sementes não impendem a fase inicial de absorção de água. É possível, no entanto, que esta reativação lenta do metabolismo das sementes, observada através do curso da absorção de água, deva-se, em grande parte, à impermeabilidade do tegumento e/ou do endosperma às trocas gasosas, e/ou à presença de inibidores da germinação e/ou a um ineficiente desenvolvimento do embrião.


Palavras-chave


sementes; castanha-do-Brasil (Bertholletia excelsa H.B.K.); absorção de água; embebição de sementes

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