Absorção e redistribuição do nitrogênio proveniente do fertilizante, CO(15NH2)2, por dois híbridos de milho

Marcelo Calvache U, Paulo L. Libardi, Klaus Reichardt, Reynaldo Victória, José C. Araújo Silva, Segundo Urquiaga C

Resumo


Em um Paleudalf Óxico (Terra Roxa Estruturada) no campus da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", USP, estudou-se a absorção e redistribuição do nitrogénio proveniente do fertilizante pelo milho (Zea mays L.) (híbridos C-111X e C-511), em oito épocas do desenvolvimento da cultura (setembro/79 a fevereiro/80), usando-se como traçador. A adubação constou de 100 kg N/ha (uréia com 5,86% de átomos de 15N), 80kg P2O5/ha (superfosfato simples) e 60 kg K2O/ha (cloreto de potássio), com aplicação parcelada do N, ou seja, 1/3 do total na semeadura e os 2/3 restantes, 42 dias após a germinação (dag). Os tratamentos obedeceram ao delineamento estatístico de parcelas divididas: híbridos como parcelas e épocas de desenvolvimento como subparcelas, com três repetições. Concluiu-se: a percentagem do N fertilizante na planta inteira variou sensivelmente (p = 0,05) entre as épocas, sendo a máxima (33,65%) aos 15 dag, porém, dentro de cada época, este parâmetro foi similar para todas as partes da planta; a maior acumulação do N total e do fertilizante ocorreu até aos 60 dag nas partes vegetativas e entre 120-150 dag no grão e na parte inteira; na floração, a planta absorveu cerca de 50% de todo o N fertilizante extraído durante o ciclo; no início da maturação dos grãos (120 dag), houve acumulação do N total e do fertilizante em torno de 60% do absorvido pela planta; os híbridos tiveram comportamento similar e, no final do ciclo, as folhas perderam para fora da planta cerca de 10% do N acumulado aos 120 dag.


Palavras-chave


Paleudalf Óxico; adubação; partes vegetativas; floração; maturação

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