A vantagem dos mutantes resistentes à estreptomicina na competição e sobrevivência de Rhizobium Phaseoli em turfa comercial

Sonia Maria Fonseca, Siu Mui Tsai Saito, Caio Vidor

Resumo


Avaliou-se a sobrevivência e a capacidade de competição de mutantes espontâneos de Rhizobium phaseoli resistentes à estreptomicina e espectinomicina em turfa comercial não esterilizada e esterilizada por irradiação (5 Mrad de radiação gama). Encontrou-se um elevado número de microrganismos antagônicos (actinomicetos e protozoários) na turfa não-esterilizada, e a irradiação favoreceu o crescimento e a longevidade do Rhizobium, que após 180 dias, permaneceu com um número de células viáveis para utilização agrícola (acima de 108). As taxas de mortalidade na turfa armazenada a 5°C foram, em geral, menores nos mutantes resistentes à estreptomicina que nos resistentes à espectinomicina, principalmente na turfa não- irradiada. Outros experimentos conduzidos com turfa não-esterilizada confirmaram a superioridade dos mutantes resistentes à estreptomicina em comparação aos resistentes à espectinomicina e novobiocina, mesmo quando inoculados juntos e em concentrações dez vezes menores. Os resultados obtidos atestam a possibilidade de utilização de mutantes com uma técnica rápida e precisa em estudos envolvendo a ação de fatores biológicos e não-biológicos sobre a população de Rhizobium em turfa não-esterilizada.


Palavras-chave


turfa esterilizada e não-esterilizada; microrganismos antagônicos

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