Acumulação de massa seca e de nutrientes por duas cultivares de milho com e sem irrigação suplementar

Carlos Alberto Vasconcellos, José Vieira Alves Barbosa, Hélio Lopes dos Santos, Gonçalo Evangelista de França

Resumo


O trabalho teve o objetivo de verificar possíveis diferenças na acumulação de massa seca, N, P, K, Ca, Mg e Zn entre duas cultivares de milho, BR 105 e BR 126, com e sem irrigação suplementar por aspersão. Os tratamentos, dispostos em blocos, ao acaso, com duas repetições, foram constituídos por épocas de amostragem das plantas com 15, 35, 56, 78, 119 e 140 dias após a germinação. Para as respectivas análises químicas e determinação do peso seco, as plantas foram divididas em folhas, caules, palha, sabugo e grãos. Constatou-se que ambas as cultivares apresentaram decréscimo de produção na ausência de irrigação suplementar. Nestas condições, a cultivar BR 105 apresentou decréscimo na translocação de nutrientes para os grãos, sem, contudo, haver alterações quanto à produção de massa seca total. A cultivar BR 126 apresentou decréscimo na produção de massa seca, além da translocação de nutrientes para os grãos. Verificou-se, também, que a cultivar BR 105 é mais eficiente, pois, apresentou maior taxa de conversão dos nutrientes assimilados em grãos do que a cultivar BR 126. A exportação total de nutrientes seguiu a ordem decrescente: N (45-93 kg/ha) > K (12-25 kg/ha) > P (11-20 kg/ha) > Mg (4-7 kg/ha) > Ca (0,2-0,6 kg/ha) > Zn (0,07 - 0,13 kg/ha). A produção de grãos variou de 3.350 kg/ha a 6.500 kg/ha, respectivamente, para 'BR 126' sem irrigação e 'BR 105' com irrigação suplementar.


Palavras-chave


irrigação por aspersão; germinação; decréscimo de produção; translocação de nutrientes

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