Adaptação e estabilidade fenotípica de cultivares de feijão preto no estado do Espírito Santo

Braz Eduardo Vieira Pacova, João Francisco Candal Neto, Antonio Lourenço Guidoni, Álvaro F. dos Santos, Álvaro Augusto T. Vargas, Nilton Dessaune Filho

Resumo


Os rendimentos de grãos de onze cultivares de feijão (Phaseolus vulgaris L.) preto mais estudadas no Estado do Espírito Santo, em quinze ambientes, entre 1981 e 1983, revelaram diferenças nos valores dos ambientes entre 1.050 e 2.717 kg/ha. A grande maioria das cultivares foi sensível e respondeu relativamente bem à melhoria de ambiente. 'BAT 304', 'Iguaçu', 'Preto 60 dias' e 'BAT 179' foram as mais produtivas, cerca de 27%, 12%, 12% e 11% superiores à testemunha, 'Rio Tibagi' (1.280 kg/ha), respectivamente. 'BAT 304' apresentou ainda, ampla adaptação e as outras três, parecem se adaptar melhor a ambientes muito favoráveis; cultivares como '8017.1.1' seriam desadaptadas a todos os ambientes. 'BAT 304' e 'Iguaçu' foram as mais estáveis e 'ICA Huasano' e '8017.1.1' as mais instáveis fenotipicamente. Nos testes de produtores, em ambientes favoráveis da seca/1983, 'BAT 179', 'BAT 304' e 'Iguaçu', comercialmente de maior interesse ao Estado, produziram de 1.600 a 2400 kg/ha. Em setembro de 1983, foram lançadas como novas cultivares, com a denominação de 'Capixaba Precoce' ('BAT 304') e 'Vitória' ('BAT 179'), enquanto 'Iguaçu' foi recomendada, mantendo-se-lhe o nome original.


Palavras-chave


Phaseolus vulgaris; melhoramento; interação genótipo; ambiente

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