Amônio e nitrato no solo e produtividade do arroz de terras altas influenciados por plantas de cobertura e suas épocas de dessecação

Adriano Stephan Nascente, Carlos Alexandre Costa Crusciol, Tarcisio Cobucci

Resumo


O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito de plantas de cobertura e de suas épocas de dessecação na produtividade do arroz de terras altas e nos níveis de nitrato e amônio de solo em plantio direto. O experimento foi realizado em blocos ao acaso, com parcelas subdivididas e três repetições. As plantas de cobertura (parcelas) foram semeadas na entressafra (março de 2009). Em novembro de 2009, aos 30, 20, 10 e 0 dias antes da semeadura do arroz (parcelas subdivididas), realizou-se o manejo químico das plantas de cobertura (pousio, Panicum maximum, Urochloa ruziziensis, U. brizantha e milheto). As palhadas e o solo (camada 0–10 cm) foram amostrados no dia da semeadura do arroz e após 7, 14, 21, 28 e 35 dias. As palhas do milheto e do pousio degradaram-se mais rapidamente e proporcionaram os menores níveis de nitrato ao solo. Urochloa ruziziensis, U. brizantha e P. maximum produziram mais matéria seca e proporcionaram os maiores níveis de nitrato no solo. O milheto proporciona menor relação nitrato/amônio no solo e maior produtividade do arroz. A dessecação aos 30 e 20 dias da semeadura do arroz proporciona os maiores níveis de nitrato no solo, na data de plantio. O conteúdo e a forma do nitrogênio no solo são afetados pelas plantas de cobertura e por suas épocas de dessecação.

Palavras-chave


Oryza sativa; Panicum maximum; Urochloa brizantha; Urochloa ruziziensis; milheto; nitrogênio

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